Os cultivos biotecnológicos no mundo

Atualizado – julho de 2018

Em 2017, a área de cultivo geneticamente modificada aumentou em quase cinco milhões de hectares como uma consequência do aumento dos rendimentos pelos elevados preços de matéria-prima, a maior demanda dos mercados, tanto locais, como internacionais e a disponibilidade de tecnologia para sementes. Grande parte desta adoção ocorre em países em desenvolvimento como o Brasil, Bolívia, México, Colômbia, Honduras, Índia, Paquistão, Sudão, Vietnã e Bangladesh, contribuem com 53% da área de cultivo geneticamente modificado em todo o mundo.

Isso foi divulgado pelo Serviço Internacional de Aquisição de Aplicação de Agro biotecnologia (ISAAA, sigla em inglês) e PG Economics, Ltd., quem publicou os novos resultados respectivamente: “Situação mundial dos cultivos biotecnológicos e modificados geneticamente comercializados em 2017” e “Efeitos socioeconômicos e meio ambientais dos cultivos modificados geneticamente entre 1996 e 2016”.

Graham Brookes, diretor da PG Economics e coautor do artigo sobre os efeitos socioeconômicos e ambientais, assegura que “durante mais de 20 anos e até a atualidade, temos visto como a adoção dos cultivos modificados mediante biotecnologia nos países em desenvolvimento tem contribuído para a obtenção de rendimentos mais elevados, produtos mais seguros e maior rendimento, o que ajuda a diminuir a pobreza, a fome e a desnutrição em algumas zonas do planeta mais propícias a sofrer com esse tipo de problema”.

Entre 1996 e 2016, PG Economics informou que a partir dos cultivos modificados geneticamente foram obtidos salários de $ 186.1 bilhões para 17 milhões de agricultores, muitos dos quais, eram mulheres ou pequenos agricultores responsáveis pelo único sustento de suas famílias e comunidades.

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