O que é biotecnologia?

 

Biotecnologia é toda aquela aplicação que emprega organismos vivos para obter benefícios, produtos ou serviços em função dos seres humanos. Desde a antiguidade, o homem realiza processos biotecnológicos como a fermentação, da qual teve como resultado produtos como o vinho, o pão ou a cerveja.

Com o passar dos anos, a biotecnologia tem se transformado e hoje em dia, são identificados dois tipos: tradicional e moderna. A biotecnologia tradicional foi definida em 1919 por Karl Ereky – engenheiro agrônomo húngaro – como “a ciência dos métodos que permitem a obtenção de produtos a partir de matéria-prima, mediante a intervenção de organismos vivos”. Posteriormente, em 1992, o Convênio de Diversidade Biológica (Convênio do Rio) deu uma definição reconhecida mundialmente como “qualquer aplicação tecnológica que utiliza sistemas biológicos, organismos vivos, ou algum de seus derivados para criar ou modificar produtos ou processos para usos específicos”.

Por sua vez, a biotecnologia moderna nasce com o descobrimento da estrutura do DNA em 1953 e se consolida nos anos 70, com a chegada da engenharia genética. O avanço desta disciplina permitiu a transferência de genes de um organismo para outro para introduzir características específicas. Este processo também foi definido internacionalmente pela Convenção de Diversidade Biológica, mediante protocolo, como a aplicação de:

  • Técnicas in vitro de ácidos nucleicos, DNA recombinante e a injeção direta de ácido nucleico em células e organelas.
  • Fusão de células da mesma família ou diferentes grupos taxonômicos.

 

A biotecnologia também pode ser classificada por sua aplicação:

  • Vermelha: saúde humana e animal
  • Branca: química, alimentícia, meio ambiental
  • Cinza: meio ambiente
  • Azul: organismos marinhos
  • Verde: agrícola

 

A biotecnologia agrícola

A biotecnologia agrícola ou biotecnologia verde permitiu realizar o melhoramento do cultivo por meio de técnicas de engenharia genética. Estes tipos de cultivos, também chamados geneticamente modificados ou transgênicos, contam com 13 a 15 anos de pesquisas e um investimento de mais de 136 milhões de dólares. Ainda assim, atendem a rigorosos testes de segurança humanos, animais e ambientais. 

As principais características dos cultivos tecnológicos encontrados atualmente no mercado são: a tolerância a insetos e a tolerância a herbicidas, em plantações como soja, algodão, milho e canola; a tolerância ao estresse hídrico (estiagem) no milho e soja: modificação de temperatura em cravos e rosas, e a resistência a vírus em mamão e feijão.

Espera-se que nos próximos 10 anos, sejam disponibilizadas no mercado sementes biotecnológicas que estão em processo de pesquisa e desenvolvimento e que serão utilizadas para enfrentar as mudanças climáticas: milho, soja, algodão e arroz que melhor utilizam o nitrogênio, toleram a estiagem e tem um maior rendimento.

 

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Benefícios da biotecnologia agrícola

  • Os cultivos biotecnológicos ou geneticamente modificados têm beneficiado os agricultores e consumidores ao longo de sua implementação deste 1996:
  • Ajudam os agricultores a enfrentar os desafios das alterações climáticas. (Leia mais em: Inovação e Biotecnologia para as alterações climáticas).
  • São obtidas colheitas com melhor qualidade ao aumentar a tolerância das plantações aos insetos e/ou herbicidas.
  • Ajudam a produzir mais em um terreno menor, o que contribui para diminuir o rastro ambiental da agricultura.
  • Reduzem as emissões de carbono e a erosão do solo ao implementar práticas como a semeadura direta.
  • Possibilitam ao consumidor a possibilidade de ter uma melhor experiência com o produto e de obter maior valor nutricional com produtos como batatas resistentes a batidas e a oxidação, as maças que não oxidam e o arroz dourado com o benefício adicional de betacaroteno no grão. (Leia também: A descomunal tarefa de nos alimentar com o apoio da biotecnologia tradicional e moderna).

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