O Conselho para Ciência e Tecnologia na Agricultura (The Council for Agricultural Science and Technology, CAST) publicou um ensaio sobre as contribuições das tecnologias de proteção de culturas. O documento faz parte de uma série intitulada A Necessidade de Inovação Agrícola para Alimentar o Mundo de forma Sustentável até 2050.

Junho 2017.

Os autores observam que grande parte da produtividade agrícola atual e devida às tecnologias de proteção das culturas e os fertilizantes de síntese química. No entanto, eles propõem que, para garantir a segurança alimentar moderna é necessário avançar na melhoria das ferramentas atuais, manter uma abordagem multidisciplinar nas inovações científicas e avançar decisivamente na adoção de planos de Manejo Integrado de Pragas.

A resistência aos pesticidas, a necessidade de novos modos de ação, os altos custos de desenvolvimento e registo de novos produtos, o uso de produtos de controle biológico, e as tecnologias de tratamento de sementes; eles são as atuais tendências que marcam a dinâmica das tecnologias de proteção de culturas.

Praticas Preventivas da Proteção de Culturas

Quando uma praga invasora ataca uma cultura vulnerável, ou seja, que só é protegida por um programa de aplicação de pesticidas, as opções para melhorar o controle de pragas, são: desenvolver novos produtos e formulações, aperfeiçoar os métodos de aplicação, e administrar a resistência aos pesticidas. Uma abordagem mais sustentável é criar uma cultura resistente semeando variedades resistentes, conservando os inimigos naturais e as espécies concorrentes, utilizando práticas culturais que minimizem a pressão das pragas (possivelmente através da libertação de espécies inimigas adicionais), aplicando pesticidas que tenham efeitos secundários baixos e minimizando o desenvolvimento de pragas resistentes aos pesticidas.  
Adaptado de Contribuições da Proteção de Culturas para a Produtividade Agrícola, CAST – Documento Temático, 2017.

 

Não ficam atrás todas as tecnologias que melhoram a aplicação dos produtos, tais como (1) os drones ou aviões não tripulados e outros dispositivos de teledetecção levam a um monitoramento sistemático e uma gestão mais eficiente de controle de plantas daninhas; (2) os equipamentos para pulverizações inteligentes, e (3) o desenvolvimento de novos cultivadores ou ferramentas para o plantio, especialmente para as culturas de produtos hortícolas.

No entanto, o futuro ficará marcado pelos benefícios que oferece a genômica, por isso os autores sugerem desenvolver estratégias integradas e pesquisas com uma abordagem multidisciplinar que combina as tecnologias genéticas, como ARNi (supressão de informações no seio do ARN das células para conseguir comportamentos específicos das culturas) ou características genéticas sobrepostas.

Enquanto a ciência avança, o manejo integrado de pragas é a abordagem preferida para os pesquisadores, com a prevenção como um fator chave para o sucesso. Algumas das recomendações a este respeito são:

  • O monitoramento das pragas como um pré-requisito para a implementação de um plano de Manejo Integrado de Pragas, MIP.
  • A aplicação de boas práticas agrícolas para evitar a resistência aos pesticidas, incluindo a diversificação e uso adequado de ferramentas de controle.

 

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Baixe o documento completo em Inglês aqui.

Visite o site do CAST: https://www.cast-science.org